Seis produtos que facilitaram (e muito) a minha vida

Por opção ou por necessidade, por vezes os bebés dão-se melhor com este ou aquele produto e como sempre gostei de experimentar varias opções, aqui vão seis produtos que usei, adoptei e ainda hoje uso vezes sem conta nos meus filhos.

  1. Papa Nestlé Sinlac – Esta papa da Nestlé é feita à base de cereais sem glúten e alfarroba e se já era a opção há três anos atrás quando o João tinha diarreia (as malditas viroses), agora para o Francisco, que é intolerante à proteína do leite de vaca é simplesmente obrigatória, a única que se pode preparar rapidamente com água, e que na realidade me deixa 100% tranquila, porque sei que é completamente segura em relação a alergias. Fica a sugestão de criarem uma papa destas numa embalagem Tetra pak, como acontece com a cerelac, para facilitar as saidas com os bebés alergicos, porque quando precisamos de lhes dar um lanche rápido ficamos sempre limitadas aos purés de fruta.
  2. Mitosyl para assaduras – Pois é, esta é a minha pomada de eleição. Porque trata realmente as assaduras, (digamos que de uma fralda para a seguinte eles ficam bons) é muito de espalhar e sai barata porque rende imenso.
  3. Biberão da Nuk . Nesta também podes confiar. Se o meu primeiro preferia esta marca de biberões, acabava por beber em qualquer um. Já o Francisco rejeitou o biberão durante mais de seis meses. Acredita que experimentei todos os biberões e tetinas que havia no mercado e a única em que acabou por beber foi esta. Nuk, tamanho médio, tetina silicone. Além disso tem a colecção da Disney, que é mais um ponto a favor!
  4. Caixinhas da avent – Indispensáveis! Usam se para armazenar o leite materno ou o artificial, servem depois para as sopas e as frutas. Vão dezenas de vezes ao congelador/frigorífico e microondas e continuam excelentes. Consegues escrever na própria caixa o conteúdo, são empilháveis, fecham-se com sistema de rosca. Por isso mesmo que andem aos trambulhões não entornam. E para terminar são a dose certa para guardar.
  5. Detergente da Nuk – Permite lavar os biberões sem produtos tóxicos e realmente desengordurá-los. Também podes usar para a chupeta e mordedores e tudo o que vá para a boca do teu filhote sem te preocupares com todas as porcarias que existem no detergente de loiça convencional.
  6. Chuchas da Avent – Não sei porquê, mas foram as únicas que os meus dois filhos aceitaram incondicionalmente. Experimentei da Chicco, da Nuk, entre outras e eles nunca aceitaram. Acho que é pelo formato gota e pelo sistema airflow que permite a circulação de ar através dos vários orifícios. Eu pessoalmente acho que têm um ar bastante higiénico e transparente e sou fã das que brilham no escuro para usar de noite, e ter a possibilidade de encontrar logo sem ter que andar a acender a luz do quarto.


E tu? Algum produto que sintas que fez toda a diferença? Partilha comigo porque adoro saber estas coisas. Simplificar para aproveitar mais a vida é a minha motivação. Diz-me nos comentários aqui em baixo.

 

O que dizer quando eles têm aquelas birras?

Quem nunca perdeu a paciência quando os filhos têm uma fúria? Temos vontade de gritar, ameaçar e até dar uma palmada! Eu sei, been there, done that!

Mas essa não é a melhor solução, sabemos disso mas entretanto a paciência já era. Por vezes os nossos filhos apenas querem chamar a nossa atenção para algo que estão a sentir e não conseguem exprimir, muitas vezes nem sequer contar o que se passa, tal é o conflito interior.

Eu que o diga, o meu João que tem três anos, embora adore de paixão o mano que é bebé, agora que ele começou a ter mais piada e a interagir connosco tem umas crises de ciúmes do pior!

Umas vezes começa a guinchar, outras diz que já não é meu amigo, ri-se quando está a fazer algo que sabe que me deixa chateada, contraria-me e sistematicamente faz peso morto quando são horas de ir para a cama. Na maioria das situações um abraço, uma conversa com calma para tentar perceber o que se passa ou simplesmente dizer-lhe está tudo bem, perguntar-lhe se quer que lhe conte uma história ou fazer algo em conjunto, resolve o problema.

Este artigo que partilho no link, traz várias sugestões e algumas bastante úteis para dizermos ao miúdos quando estamos nessa situação. As que costumo usar são estas. Atenção, devemos ter o cuidado de falar ao mesmo nível da criança e dar-lhe a mão ou um abraço no final :

  1. Vamos parar um bocadinho. Respira fundo e diz-me o que se passa.
  2. Tem calma, a mãe está aqui. Não estás sozinho.
  3. O que é que podemos fazer para te sentires melhor. Queres ir comigo lá fora apanhar ar?
  4. Eu sei que estás triste, mas vamos resolver isso juntos. Explica-me com calma como é que eu te posso ajudar.
  5. Ás vezes quando estamos zangados é porque o nosso coração está triste. Não estejas triste que eu gosto muito de ti (abraço).
  6. Eu percebo que gostavas de ficar a brincar, mas é preciso descansar para amanhã teres força para brincar ainda mais que hoje.
  7. Diz-me uma coisa que te apeteça muito fazer quando acordares da sesta e se der, vamos fazê-la juntos!
  8. Vamos tentar juntos. Diz-me o que te deixa triste e eu conto-te uma coisa que também me deixa triste a mim. (Depois de o ouvir, digo-lhe que fico triste quando ele está triste porque gosto muito dele e só quero vê-lo feliz).
  9. E se te contar uma história para ver se a tristeza passa mais depressa. Queres escolher o livro?
  10. Estás com medo? Vamos juntos fazer uma careta muito feia para afastar o medo e ele ir embora.

Para quem quiser aprofundar este assunto recomendo o livro da Magda Gomes Dias, Autora do blogue Mum´s The Boss, Berra-me Baixo -21 dias para deixares de gritar com o teu filho. É uma leitura fácil, com conselhos práticos que nos permitem atingir resultados em pouco tempo. Brevemente poderás ler a minha opinião numa secção que terei dedicada ás minhas leituras, aqui no blog.

Image Source: Gaelle Marcel e London Scout @ unsplash.com

Ver-te através do vidro -Quase 35 anos depois, Eu e a minha mãe 

Quantas mães passam por isto? Ate hoje não fazia ideia do sofrimento que é ter um filho e não o ter ao nosso lado.

Já tinha uma grande admiração pelas mães, pelo que fazem pelos seus filhos, do que abdicam e no que transformam as suas vidas e as deles. Agora ainda tenho mais…

Não tarda faz dois dias que o Francisco nasceu e só o vi através de um vidro. Só lhe dei um beijo quando saiu de cá de dentro e depois disso toquei com um dedo, através da janela de vidro do seu berço especial.  Que angústia ouvi-lo respirar aflito e nao o poder abraçar, ou alimentá-lo no meu peito ou senti-lo junto ao meu coração onde estava tão bem á dois dias atrás. Queria tanto ter te no meu colo Francisco. Recupera depressa meu amor, tens o mundo à tua espera.


Quando nasci a minha mãe só me viu passados cinco dias, e pelo que me conta nem me pode tocar tampouco. Nasci de sete meses depois de uma ruptura na bolsa por volta dos 5 meses que além dos riscos imensos de infecção e deformações que acarretava, obrigou a que a minha mãe ficasse de cama sem se levantar até a eu nascer. Afinal a medicina era completamente diferente à 35 anos atrás.

Depois em Agosto nasci, tive icterícia e septicemia, complicações que exigiram ainda mais cuidados e mais coragem da minha mãe. Estive semanas na incubadora, longe do colo da minha mãe.  Quando fui para casa pesava 1,630kg, bebia de um biberon de “nenuco”, a minha mãe usava uma bata para tratar de mim, tudo era desinfectado e apenas duas ou três pessoas tinham acesso ao meu quarto. Que coragem que a minha mãe teve, acho que só agora tive uma pequena amostra da mulher que ela foi nesse momento.

Felicidade é comer uma pizza com muito mozzarella!

Com as crianças aprendemos algo novo todos os dias, e muitas vezes questionamo-nos, como pode um ser tão pequenino que viveu muito menos que eu ter algo para me ensinar?

Pois engane-se quem acha que não têm. Eles vêem a vida com um novo olhar todos os dias, não se importam com o que os outros pensam, não guardam ressentimentos, usam a imaginação para criar o que não têm e sabem aproveitar todos os momentos até ao limite (ás vezes mais do que gostaríamos. Quem não teve já uma birrinha daquelas com a banheira já vazia do tipo, não quero sair do banho?).

Eu recentemente aprendi com o João que – Felicidade é comer uma pizza com muito Mozzarella!

E de facto, É! Esta musica que o Pateta canta num episódio da Casa do Mickey Mouse e que o João não pára de cantarolar transmite uma mensagem muito importante, que a felicidade reside nas pequenas coisas do dia a dia, como uma fatia de pizza com muito mozzarella.

Na mesma semana, surgiu este desafio da Rafa Cappai, de 30 ideias em 30 dias, que consistia basicamente no seguinte:

  1.  Criar um desafio a si mesmo: você deve se propor a realizar, durante 30 dias seguidos, uma actividade artística/criativa que tenha a ver com seu trabalho. Sugestão de início: 1º de junho!
  2. Para apimentar o seu desafio, criar uma regra específica a ser seguida
  3.  Durante 30 dias, repita essa tarefa.
  4.  Durante o processo, compartilhar o seu desafio com os seus amigos/leitores na sua rede social preferida. Sem esquecer de usar a hashtag #30ideias30dias!
  5. Ser fiel ao desafio por 30 dias
  6. No final, avaliar o que se aprendeu, através de um post, video, ou que preferir.

Então eu resolvi pegar na inspiração de ser mãe, e usar o desafio para fazer uma colecção de fotografias, a preto e branco, e reflexões sobre ser mãe, em que as regras foram não mostrar a cara do João e usar o P&B.

Vou no sexto dia e devo confessar que tem sido bastante divertido:) No final acho que até vou fazer um poster com as fotografias todas! Além disso ainda não tinha usado a hashtag #smartmommys, como o endereço do site e resolvi começar a utilizar. Por isso se te quiseres juntar a mim, já sabes o que tens que começar a fazer, eu ia adorar!

 

Como escolher um pediatra (Com direito a Smart Mommys checklist)

Médico, Médica, Medicina, Saúde, Stetoscope

 

Poderá parecer que sou complicada, mas as histórias, ou melhor factos por detrás desta checklist (podes consultar e fazer o download no final) foram decisivos para me aperceber da importância de escolher bem os médicos que seguem os nossos filhos.

Quando o João nasceu, no dia em que ia ter alta do hospital, como habitual foi observado por uma pediatra. Não me recordo do nome da médica que o observou, mas lembro-me que pediu á enfermeira para me dizer que ele tinha um problema de coração e que tinha que ser visto com urgência por um cardiologista pediátrico. Fiquei em pânico, como é óbvio, ainda pedi para falar com ela mas já tinha terminado o turno.

Marquei consulta para passados três dias, que era a disponibilidade do cardiologista recomendado no hospital, mas entretanto consegui que fosse observado por um cardiologista no dia seguinte. Ambos confirmaram a existência de um sopro e disseram que é relativamente comum acontecer e não havia motivo para a médica me ter deixado naquele estado. Ainda hoje ele é seguido e faz uma vida absolutamente normal.

Quanto à escolha da pediatra, a primeira opção foi uma (outra) médica do hospital onde ele nasceu, em que fui a duas consultas. Não lhe chamaria incompetente, mas para mim a impressão que causou foi que era insuficiente para a atenção e esclarecimentos que queremos num primeiro filho. Passou as consultas a olhar para o relógio e não demoraram mais de 15 minutos.

Mudei para um médico que dava consultas em Vendas Novas (onde vivo), em Évora e que também trabalhava no hospital de Évora, pesquisei referências na internet, em alguns fóruns de mães e através de pessoas conhecidas. A escolha parecia-me bastante satisfatória e conveniente. Até ao dia em que o João adoeceu com febres altíssimas, um tempo horroroso e por sorte ele estava cá nas consultas. Liguei e disse-me para ir para o consultório, mediu-lhe a febre (que não baixava dos 39.5) nos intervalos das consultas, quando chegou ao fim do horário de atendimento, em que o meu filho continuava com 39º, disse-me o seguinte:

– O melhor é ir com ele a uma urgência se a febre não baixar, e não aconselho a de Évora porque tem estado um caos. Não gostei, ora para lhe medir a febre e levar ao hospital escusava de ter ali passado a tarde. Acabei por levá-lo para casa, no dia seguinte fomos ao hospital, onde foi avaliado para diversas possibilidades (incluindo infecção urinária, que causa febres muito altas) e tinha exantema súbito. Ainda fui novamente às consultas, mas pouco depois adoeceu dois ou três dias antes do Natal, com infecção respiratória e quando liguei ao pediatra a resposta foi a mesma das outras vezes. Estava de férias e disse-me que o levasse ao hospital, nem sequer indicou um colega, nem tampouco voltou a ligar para saber se tinha melhorado. Ora para mim esta não é uma atitude que uma mãe espera do médico do seu filho. Óbvio que respeito as férias, mas custava ter indicado alguém? Custava ter respondido ao sms que eu (estupidamente) enviei quando o meu filho foi assistido?

Nunca mais fui ao consultório deste médico e nem fui contactada para saber porque tinha deixado de marcar consultas. Parece-me que não é maneira de se atender nos dias de hoje.

Só vos digo que mudei, e à terceira foi de vez. O médico é de Lisboa e dá consultas na clinica do jardim das Amoreiras, e atende urgências no Hospital de Almada. Nunca esperamos mais de 30 minutos pela consulta e nunca nos deixou sem resposta ou auxilio perante uma urgência. Preenche todos os requisitos que se possa desejar (ver checklist) e estamos muito satisfeitos. Por isso o meu conselho é só um, se por alguma razão não estás satisfeita ou segura da tua decisão, não há problema em procurar outro profissional, até que te sintas confortável, afinal estamos-lhes a entregar o nosso bem mais precioso, os nossos filhos.

Bebê, Menino, Filho, Criança, Baby Boy, Bonito, Pouco

Checklist para procura de pediatras

  1. Que seja simpático e atencioso. Pode parecer estúpido, mas já ouvi histórias de médicos, nas mais diversas especialidades que são autênticas bestas. Eu própria já fui atendida por um espécimen destes! Por isso sei o quanto isto é importante.
  2. Que não esteja restringido aos 15 min que o seguro permite, a cumprir calendário, que observe DE FACTO a criança, que interaja  com ela. Que se demonstre interessado e não se restrinja a pesar e ver tabelas de percentis.
  3. Que seja disponível para os pais, isto é particularmente importante se for o primeiro filho. Deve responder ás nossas perguntas (com boa vontade), ser facilmente contactável (telemóvel). Óbvio que também deve existir bom senso da nossa parte, telefonar só em caso de urgência, para o resto basta um sms ou email.
  4. Com alguma proximidade geográfica, noutra cidade ou muito longe e num local que seja difícil estacionar não aconselho. Ir com os filhos ao médico, já pode ser bastante stressante (se for sozinha, com mais que um, com mau tempo, enfim…), não queiras acrescentar factores de stress a esta equação. Hoje em dia, a maioria dos médicos, pelo menos nas cidades já dão consultas em grandes hospitais com estacionamento. Já não é como quando eu era miúda e era tão difícil estacionar que muitas vezes íamos de táxi para o médico.
  5. Que tenha acordo com a sua seguradora de saúde. Ninguém gosta de ter que pagar 90€ todos os meses para levar o filho ao médico, e pelo menos no primeiro ano as crianças são acompanhadas mensalmente. É claro que o Sistema nacional de Saúde (gratuito até aos 12 anos) também é uma boa opção caso tenha um com que esteja satisfeito na sua zona de residência (não é o meu caso).
  6. Que trabalhe no público e no privado. Como eu gosto de dizer, assim temos o melhor dos dois mundos, a possibilidade de recorrer rapidamente ao médico, no hospital se for necessário, até de ter o nosso filho encaminhado para algum colega da sua confiança caso o médico não esteja disponível e o conforto de ter consultas no privado, normalmente com menor tempo de espera. Além do facto de ser vantajoso a nível de experiência que os médicos tenham experiência nas duas realidades, dá-lhes tarimba, capacidade de reconhecer uma situação urgente e confiança, o que na minha opinião só com trabalho de consultório poderá faltar.
  7. Que não seja um dinossauro. Claro que gostamos de médicos com experiência, mas também não convém um médico daqueles que já está em idade da reforma e que não receita nada além do ben-ur-on. Há momentos em que vemos claramente que os nossos filhos estão atrapalhados, e se temos um médico destes acabamos por perguntar a alguma amiga ou familiar o que dá aos filhos nessa situação, ou recorremos a outro médico, e isso acaba por gerar uma enorme confusão.
  8. Que esteja de acordo com os nossos valores. Não adianta ter um médico que acha uma criminosa uma mãe que não amamenta, se para ela isso é muito doloroso, ou um médico que acha que se deve amamentar até aos dois anos, se para a mãe é suficiente até aos seis meses. Exemplifiquei com a amamentação, porque é um assunto muito importante, mas também serve para outros assuntos como a diversificação alimentar, aleitamento artificial, alergias, desfralde, a medicação etc. Se por alguma razão não se sente em sintonia com o pediatra, não se sente à vontade para colocar perguntas ou acha que é julgada pelas suas decisões, o melhor é mudar, lembre-se que é o bem-estar do seu filho que está em jogo.
  9. Que não a faça esperar duas horas antes de cada consulta. Não é o mais importante, mas acredita que é importante. Não é fácil manter as crianças entretidas muito tempo (pelo menos algumas) e as salas de espera dos hospitais e consultórios estão muitas vezes com outros bebés e meninos doentes, por isso não é boa ideia estar horas com o seu filho nesse ambiente.

De qualquer forma, um conselho que deixo é sempre uns dias antes da consulta olhar para o caderninho do desenvolvimento da criança, onde vêem os comportamentos característicos e espectáveis para a idade. Vê se tens alguma dúvida que queiras colocar, porque senão o que acontece é que as duvidas vão surgir no exacto momento em que saíres do consultório, e aí já é tarde. Em baixo podes encontrar alguns itens que suscitam sempre algumas dúvidas, quando os nossos filhotes são bebés.

  • Amamentação (frequência, cólicas, duração, se deve acordar ou não ao fim de x horas para dar de mamar)
  • Rotina (creche, sonos, posição ao deitar, nº de horas, hábitos intestinais)
  • Transporte (cadeirinhas auto, viagens,
  • Alimentação (introdução de novos alimentos, água, quantidades, forma de preparar)
  • Vacinação (reacções)
  • Higiene (banhos, temperatura da agua e ambiente, fraldas, produtos)
  • Outros (dentição, Tv, regras, linguagem, chucha, biberon)

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Até à próxima!

Snacks rápidos e saudáveis

Este foi um hábito que adquiri tarde, mas nunca mais deixei, e é incrível a diferença que faz na minha rotina. Se durante a faculdade aguentava horas a fio sem comer (praticamente a café e cigarros, sim é horrível, eu sei!), mais tarde, quando engravidei, se não fizesse um snack a meio da manhã e eventualmente a meio da tarde, ficava péssima. Já tenho tendência para ter a tensão arterial baixa e se entro em fraqueza é certo que me sinto a desmaiar.

Durante o primeiro trimestre da minha primeira gravidez as análises acusavam uma ligeira anemia, o que pode ser resolvido com uma alimentação mais completa. Como é obvio a crença que uma gravida deve comer por dois não é minimamente fundamentada, deve sim ter uma alimentação rica e equilibrada para cobrir as suas necessidades e o desenvolvimento correcto do feto.
Foi então que durante uma consulta de nutrição, a Mariana Chaves, me aconselhou a alterar o meu plano alimentar e fazer sempre um snack a meio da manhã e a meio da tarde. Pode parecer fácil, mas a maioria de nós não o faz e esta simples mudança de atitude faz com que não cheguemos à hora das refeições principais cheios de fome. Para a escolha dos snacks uso os seguintes critérios:

  • Saboroso e saudável
  • Que seja fácil de trazer na carteira
  • Algo que possa comer rápido
  • Que alimente
  • Que não seja perecível (que não se estrague com facilidade)

Também não gosto de levar a mesma coisa todos os dias para não me fartar, e como é obvio evito completamente as  bolachas de chocolate e as barritas de cereais mega calóricas que por vezes parecem a escolha ,mais prática, mas já vai ver que não é. Além de não ser de todo económica. Para estes mini-lanches escolho geralmente fruta ou legumes crus, com casca (lavados e desinfectados previamente em água com vinagre, por causa da toxoplasmose) ou sem casca, frutos secos e sementes, cereais ou bolachas integrais. O facto de termos esta comida por perto evita “cair em tentação”, nos diversos bolos e chocolates ricos em açucares.

PicMonkey Collage

As minhas escolhas

  • Fruta da época, lavada (maçã Granny Smith, tangerina, banana, pêra)
  • Frutos secos a solo ou em mistura (amêndoas com pele, nozes, avelãs)
  • Fruta desidratada
  • Cenouras mini
  • Sementes ou pevides (Abóbora, girassol, pinhões)
  • Bolachas tortilha de milho ou arroz
  • Bolachas Ryvita com sésamo
  • Cereais (Special K, bran flakes, muesli com frutos vermelhos)

Quase todas as noites, antes de me deitar preparo um mini-tupperware do ikea com um destes “lanchinhos” e lavo uma peça de fruta para o dia seguinte. Não demora dois minutos a fazer, e acredite que faz diferença. Experimente também.Capa_Dieta-unica-web_-_Copia-2817

Aproveito para lhe contar que esta semana a Mariana vai lançar um livro com a dieta desenvolvida por ela. Uma dieta que tem como base não só a sua experiência clinica, mas também o trabalho que tem desenvolvido com doentes oncológicos, permite não só perder peso a quem o desejar, sem passar fome mas também aconselha alimentos que fortalecem o nosso corpo, chama-se Dieta única e vai estar numa livraria perto de si.

 

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Planear refeições -Ementa semanal

ementas Collage

Planear as refeições para a semana é uma grande ajuda, não só para a rotina diária, mas também uma forma de poupar e facilitar as idas ao supermercado. Se for preenchendo as ementas e a lista de compras para cada ementa, consegue planear uma semana inteira de refeições em cerca de 30 minutos. Já pensou quanto tempo ganha? E como lhe permite ter uma alimentação muito mais saudável? Todas sabemos que no fim de um dia cansativo de trabalho, se tivermos que cozinhar em simultâneo com outras tarefas como dar banho aos filhos, ajudar com trabalhos de casa, etc, o mais provável é fazer algo rápido e menos saudável. Já para não comentar que quando não usamos uma lista de compras tendo as refeições em mente acabamos por comprar imensas “porcarias” pré-confeccionadas e desperdiçamos muito mais alimentos.Resumindo, planear refeições permite-lhe:

  • Poupar tempo (em idas desnecessárias ao supermercado, a decidir o que vai fazer para jantar)
  • Poupar dinheiro (pode escolher a ementa de acordo com as promoções) e evitar desperdícios
  • Poupar espaço (no frigorífico e na despensa)
  • Fazer uma alimentação mais saudável e variada
  • Poupar-se a si, do stress de não saber o que vai fazer para jantar, e ficar especada a olhar para o frigorífico…

Se subscrever as nossas actualizações recebe de bónus uma ementa para preencher com as refeições, além da lista de compras e outra lista para completar com as suas tarefas semanais. Em breve disponibilizarei também sugestões de ementas semanais já preenchidas e algumas receitas!

Descarregue a sua ementa neste link – ementa semanal

Preparar e congelar comida de bébé

Como diz o pediatra Mário Cordeiro “a diversificação alimentar não pode ser uma escravatura. É bom que os gastem um pouco do seu tempo a preparar a comida dos seus filhos, mas quando ele é escasso é melhor que o use a brincar, ou simplesmente a admirá-los.”
Existem diversos benefícios em confeccionar a comida do seu bébé, e neste caso doseá-la para congelar e disponibilizar doses individuais. Algumas vantagens são:
  • Sabe a sempre o que o bébé está a comer e consegue acompanhar a diversificação alimentar e ir disponibilizando gradualmente os alimentos que o pediatra autoriza (No final disponibilizo a tabela que fiz com as guidelines do pediatra do meu filho).
  • Pode escolher os alimentos mais frescos, saudáveis e em excelentes condições, biológicos e/ou provenientes de animais criados ao ar livre (ovos, aves e outras carnes)
  • Auxilia na diversificação.
  • Deixa o seu filho mais satisfeito, consegue ir criando combinações diferentes de sabores e texturas, sem ter uma alimentação monótona.
  • Permite respeitar as particularidades da alimentação da criança (restrições, intolerâncias)
  • Poupa tempo graças à possibilidade de cozinhar quantidades superiores, poupa dinheiro nas compras.
  • Permite-lhe sentir que está a mimar o seu filho a contribuir para a sua saúde e  bem estar.
Contudo deve ter alguns cuidados na preparação:
  1. Lavar sempre muito bem as mãos, os alimentos que vai confeccionar e os utensílios que utilizar.
  2. Escolha sempre ingredientes de primeira, legumes com boa cor, consistência e brilho. Compre as carnes no Talho e o peixe na peixaria para garantir que não estão embalados à dias. Se não tiver essa possibilidade compre congelado mas de uma marca de confiança. Congele carne/peixe separados da sopa. Verifique se não existem vestígios de gelo no interior da embalagem que indiquem que pode ter sofrido momentos de descongelação até chegar ao supermercado.
  3. Sempre que puder use produtos “baby” como o baby Rice, que são objecto de inspecções e certificações mais rigorosas ao nível da qualidade.
  4. Se for cozinhar para várias refeições proceda da seguinte forma: cozinhe, deixe arrefecer à temperatura ambiente, logo em seguida congele, de preferência em pequenas doses para depois descongelar unicamente para uma ou duas utilizações. Se quiser colocar no frigorífico para depois congelar não o faça por períodos superiores a um dia. Os alimentos perdem propriedades e nutrientes.
  5. Siga as orientações do seu pediatra, e lembre-se que o paladar das crianças se desenvolve na sua maioria nos primeiros dois anos de vida, por isso à medida que for sendo permitido vá disponibilizando a maior variedade de alimentos possível, respeitando a regra dos três dias, para que o seu filho conheça diferentes sabores e não os estranhe no futuro.
  6. Utilize recipientes apropriados, eu sou fã dos mini-tupperwares da avent, de enroscar que podem ser usados para congelação de leite materno e posteriormente para purés e sopas. São fáceis de lavar, podem ser esterilizados, não derramam e incluem não só a escala de quantidade, até 240ml (8fl oz) como linhas para escrever o alimento e a data de confecção.
Este site tem dicas excelentes e receitas muito boas, ajudou-me muito.
O grande livro do bébé do Mario Cordeiro também é um bom investimento para esclarecer dúvidas que vão surgindo sobre este e outros temas, em especial nas páginas cinzentas de Q&A.
As orientações  que o pediatra do meu filho deu foram estas. A mim ajudaram-me bastante, não são verdades absolutas e entendo que outros profissionais poderão seguir orientações diferentes, contudo espero que o/a ajude.