Dois meses depois, as lições de um segundo filho

Nestes últimos dois meses tanta coisa aconteceu. Fui mãe pela segunda vez, apanhei o susto da minha vida (por vezes ainda penso que ainda não recuperei, sinceramente nem sei se há recuperação possível) e tenho vivido diariamente novas  aprendizagens sobre amor, paciência e fé.

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Mas já me estou a adiantar. Em primeiro lugar, a razão pela qual nunca mais escrevi, é que desde que o meu filho nasceu, tenho me dedicado totalmente à minha família. O Francisco nasceu no dia 2 de Agosto de cesariana, às 38 semanas de gravidez. Momentos após nascer, teve três paragens (apneias) respiratórias e foi internado na neonatologia. Lá ficou durante seis dias, primeiro a ser ventilado e alimentado por uma sonda, depois com respiração assistida, até que conseguisse respirar por si. Foi muito difícil. Foi estranho passar por um pós parto, sem contacto pele com pele, sem colo e sem amamentar.

Por mais incrível que pareça foi perante uma adversidade destas que encontrei mais força dentro de mim e cheia de fé lutei como um gigante.  É engraçado porque como já deves ter tido oportunidade de ler, eu própria estive na incubadora quando nasci, não pelas mesmas razões, mas porque fui prematura, as minhas hipóteses eram muito mais remotas que as do meu filho e a minha mãe sempre me disse que eu já tinha sofrido o suficiente por uma vida quando nasci (parece que não) e que era uma lutadora e quando alguém sofre muito em pequenino, depois é mais lutador e corajoso pela vida fora. Ora, isto foi posto à prova e posso dizer que superei com distinção e ainda supero todos os dias.

Sou ETERNAMENTE GRATA porque

Consegui com ajuda da família e amigos, e muitas orações nunca deixar de acreditar que o Francisco ia ultrapassar as dificuldades e vir para junto de nós.

Aprendi que o coração de uma mãe é ENORME, e que há sempre espaço para mais um filho. O amor pode se manifestar de forma diferente, mas nunca será maior ou menor que o anterior e para nós é infinito.

Aprendi que não há dois filhos iguais. Se o primeiro gostava de agitação, este adora silêncio, se o primeiro mamava muito, este mama pouco, mas muitas vezes. Se o primeiro gostava da cama, este adora a Boppy. Se o João me deu noites tranquilas, o Francisco não me deixa dormir mais que três horas. Todos os dias me ensina algo novo, e tenho que me adaptar constantemente e arranjar força para os momentos em que me sinto vencida pelo cansaço.

O melhor é viver um dia de cada vez, e descansar sempre que tiver oportunidade. Ultrapassar questões de perfeição ou arrumação. O caos há de se instalar em diversos momentos, e está tudo bem. Se tomares banho ao meio dia e jantares iogurte com cereais ninguém te vai culpar. Não somos perfeitas, e há sempre uma solução, com diz a minha guru Marie “everything is figureoutable” o que adaptado à maternidade, que dizer:

Se não é fome, é fralda; Se não é fralda, é sono; Se não é sono é colo (mimo); Se não é mimo será temperatura (roupa a mais ou menos)? Se não é temperatura serão cólicas? E por aí em diante..

Enfim, digamos que criei uma chave dicotómica que tem na sua recta final a gota de aero-om na chucha, passa pelo white noise e lullabies, pelo sling, pela chucha e pela mama. E alguma coisa há-de o acalmar.

Por último, quero mais uma vez agradecer todos os que manifestaram o apoio, mandaram mensagens, rezaram e nunca me deixaram sentir sozinha.

Podes aguardar porque apesar dos desafios, saí desta aventura com mais garra, vontade de fazer diferença e lutar pelos meus sonhos, e acima de tudo ser MUITO FELIZ com os meus pequeninos!

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